Sete entregáveis em cada projeto de equipamento
O desenho técnico é o ponto de partida. Junto com ele vai a análise que mostra por que o equipamento funciona, quanto ele aguenta, onde vai precisar de atenção e onde existe material sobrando.
Item 01 · Desenho técnico detalhado
Mais de 30 anos traduzindo ideia em desenho de fábrica
Um bom desenho evita perguntas no chão de fábrica. Cada folha sai com o que o caldeireiro, o soldador e o inspetor precisam para trabalhar sem adivinhar.
- Desenho de conjunto com vistas, cortes, posição de bocais e lista de materiais
- Detalhamento de peças com cotas, tolerâncias e acabamento superficial
- Planificação de chapas para corte e calandragem de costados, cones e tampos
- Simbologia de soldagem indicando tipo de junta, dimensão e processo
- Plano de laminação em PRFV: camadas, tipos de reforço e espessura de cada faixa
- Arquivos 3D para conferência de montagem e para os protótipos impressos
Por que a nossa marca é este símbolo
O tronco de cone ao lado de dois círculos é o símbolo de projeção que aparece no carimbo de todo desenho técnico. No 1º diedro, adotado no Brasil e na Europa, a vista superior fica abaixo da vista frontal e a vista lateral esquerda fica à direita. Nos Estados Unidos predomina o 3º diedro, em que essas posições se invertem. Desenhar a malha de elementos finitos dentro do símbolo é o nosso jeito de juntar as duas coisas que fazemos: desenho e cálculo.
A folha A0 tem exatamente 1 m² de área, com 841 × 1.189 mm. Cada formato seguinte é a metade do anterior, até a A4 de 210 × 297 mm. A proporção entre os lados é sempre a raiz de 2, por isso dobrar a folha ao meio mantém o formato.

Item 02 · Memória de cálculo (MCCD)
O cálculo feito sobre o equipamento inteiro
Na MCCD, a Memória de Cálculo por Computação Digital, o modelo 3D completo é dividido em uma malha de elementos finitos e submetido às condições reais de trabalho: pressão, temperatura, peso do produto, vibração de agitadores e bombas, içamento e transporte.
O memorial registra as premissas, os resultados e as verificações. Quando surge uma dúvida do seu cliente, da fiscalização ou da manutenção, é esse documento que responde.
Como a MCCD é feita, com um memorial demonstrativo calculadoItem 03 · Margem de segurança
Quanto o equipamento aguenta além do que precisa
O fator de segurança é a razão entre o limite do material e a tensão que ele sofre em trabalho. Um fator 2 significa que a peça suportaria o dobro do esforço antes de começar a deformar de forma permanente.
Calculamos o fator de segurança de cada componente, não só do equipamento como um todo. É comum o costado ter folga de sobra e um suporte, um olhal ou a fixação do agitador estarem no limite.
Para vasos de pressão, o código ASME Seção VIII Divisão 1 limita a tensão admissível ao menor valor entre a resistência à tração dividida por 3,5 e dois terços do escoamento. Para o AISI 304 à temperatura ambiente, isso resulta em 138 MPa.
Em PRFV a lógica muda: o material não escoa e sofre fluência, então as normas usam fatores altos sobre a resistência de curto prazo, tipicamente 10 para cargas permanentes na ASME RTP-1, e limitam a deformação do laminado para proteger a barreira química.
Item 05 · Pontos críticos para manutenção
Onde o equipamento vai cansar primeiro
Em trabalho normal, cruzamos o comportamento do equipamento com o material de fabricação e apontamos os pontos de maior tensão e risco de fadiga ao longo da vida útil. A equipe de manutenção preventiva sabe exatamente onde procurar trincas e desgaste a cada parada.
O que costuma aparecer no mapa
- Concentração de tensões em soldas, bocais, furos e apoios
- Fadiga causada pela vibração de agitadores e bombas
- Deformação por ciclos térmicos de pasteurização e limpeza CIP
- Junção fundo-costado em tanques de PRFV
Cada ponto vem com o mecanismo provável de falha e uma sugestão de inspeção. O resultado é um plano de manutenção preventiva baseado no cálculo, não só no histórico.
| Ponto | Mecanismo | Nível |
|---|---|---|
| Junção perna × costado | Concentração de tensões | Crítico |
| Fixação do redutor na tampa | Fadiga por vibração | Atenção |
| Soldas da camisa de aquecimento | Tensão térmica em ciclos de CIP | Atenção |
| Rebordo do tampo inferior | Pressão hidrostática | Monitorar |
A tabela entregue no memorial inclui a inspeção sugerida e a frequência recomendada para cada ponto.
Item 06 · Estimativa de vida útil
Carga pequena, repetida milhões de vezes
Uma peça pode suportar a carga com folga no primeiro dia e trincar anos depois. É a fadiga: cada ciclo de carga e descarga faz uma microtrinca nascer em um ponto de concentração de tensão e crescer devagar.
Com a tensão alternada de cada região e a curva de fadiga do material e da junta soldada, estimamos o número de ciclos até o surgimento de trincas. Quando há cargas de intensidades diferentes, somamos o dano de cada uma pela regra de Miner.
de ciclos por ano faz um agitador a 60 rpm ligado 16 horas por dia. Em 10 anos, 210 milhões.

Item 07 · Otimização de matéria-prima
Menos material, a mesma resistência
A simulação mostra onde o material trabalha e onde ele só aumenta o peso e o custo. Retiramos material dos pontos que não precisam dele e reforçamos os que precisam, sem alterar a integridade do equipamento.
Também comparamos alternativas de chapa e de liga para chegar à combinação de menor custo que mantém o fator de segurança do projeto. Toda alteração é validada de novo na simulação.
Espessura na medida
Chapas dimensionadas pelo esforço real de cada região.
Troca de matéria-prima
Ligas e espessuras comparadas por custo e resistência.

Complemento · Impressão 3D
Do modelo calculado para a mão do cliente
Com o mesmo modelo 3D do projeto produzimos maquetes, protótipos funcionais e miniaturas promocionais em impressão 3D. Também desenvolvemos peças, mecanismos e dispositivos eletrônicos sob medida.
Escopo e responsabilidade técnica
Entregamos a receita. A execução é do fabricante.
Nosso trabalho é o projeto construtivo e o memorial de cálculo. O equipamento só terá as características do memorial se for fabricado exatamente como o projeto define.
Projeto construtivo completo
- Desenhos de fabricação com todas as dimensões
- Especificação de materiais e, em PRFV, resina, reforços e plano de laminação
- Memorial de cálculo com todas as verificações
- Demais informações pertinentes à fabricação
A ART é do fabricante
O memorial deve ser conferido pelo engenheiro responsável pela fabricação do equipamento. É ele quem emite a ART, porque é ele quem responde pelo processo de fabricação.
Os estudos podem ser feitos em plataformas diferentes e são reunidos num único memorial.
O que não acompanhamos
Não acompanhamos o processo fabril nem a compra de materiais. Por isso não respondemos pela qualidade e pela procedência da matéria-prima, pela soldagem, pelas dimensões executadas e, em PRFV, pela resina utilizada, pela cura, pelo teor de vidro e pela sequência de laminação.
Quais destes itens o seu próximo projeto precisa?
Montamos o escopo com você: só o desenho, só o cálculo ou o pacote completo.
